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A mostrar mensagens de abril, 2023

Fragmentos

Polígrafo contemporâneo Este fascinou-se pelo colonialismo tuga. Nós fascinamo-nos, na boinha, pela açorda de Serpa. Um verdadeiro investigador, um verdadeiro autor, decerto, publicará numa verdadeira editora e ganhará, claro, uma verdadeira distinção depois de ser entrevistado num verdadeiro jornal por um verdadeiro jornalista. Toda a gente que pense um pouco sabe; hoje os verdadeiros autores são as máquinas da verdade verdadeira, publicados serão por verdadeiros editores com críticas nos verdadeiros jornais e apresentações nos verdadeiros estaminé cóólturais. Vamos ver quem é mais verdadeiro neste Polígrafo.

Fragmentos

Marguerite Duras, ao pé da  Marguerite Yourcenar, que escreveu de modo desassombrado a sexualidade, e sobre tudo: o amor livre, o feminismo, a orientação; era uma colegial; dura, homofóbica. Como, de resto, o filme de Claire Simon (em Lisboa está no Cinema Ideal e aconselha-se) veio reforçar. No entanto, há dois livros de Duras que marcam a minha juventude, um deles, L'Amant. Apodrecer no armário teve, não tem sempre?, efeitos concretos na vida como na arte. Yourcenar era uma escritora enorme. Fora das quadrículas e teomitias. Libertemo-nos do mofo, que o medo da inversão sexual só se for em Radclyffe Hall ou Pessoa [iniciático] que era muitos.   À medida que envelhecemos, depois de ler tanta livrada, diversa, voltar a eles, mas em especial a ela, mais que desejado. Ambos queer , ambos sem filtros sobre a sexualidade, antes da capitalização da coisa, quando era um escândalo com consequências graves para quem escrevia sobre. Yourcenar é futuro, é retorno ao paradigma clássico...