língua de chegada A língua, tal como os outros órgãos, nasceu permeável ao rebuliço do mundo. Quando cresceu tomou corpo de alguém que nasceu quando a guerra chegou ao fim e dedos ancianos vividos vencidos por tristezas violaram todos os preceitos do mundo. À noite recolhia-se onde houvesse milagreiros dispostos a absorver o calor. Depois disso aquele corpo tinha modificado o seu horizonte para sempre. E verter lembranças era saber de si além da criação, além do tempo. in Saliva , edição Mariposa Azual, Julho 2022.
pegada digital transitória: fragmentos de escritos mais extensos [já publicados e no prelo], e breves comentários a textos com vozes ecoantes, seminais, inexplicabilis... Soraia Simões de Andrade