o primeiro alimento sólido Mastigava de boca fechada imaginando redondos os ciclos, um ornato protuberante circunscrito à vista dum quarto para a modorra. Trincava pão a esforço para dos dentes não distanciar ternura à corrente próspera ou saudade do pão de beijo migado sobrante pelo chão. Pelas entranhas voltava à farinha mãe. Estalando a língua com os maiores dedos de uma mão podia ser livre. Dizer não. E nunca responder. Nunca responder afirmativamente a desejos, crença, religião talvez por receio, muito receio, de neles nos afundarmos. Batia azeda a massa perdida, restaurada num ímpeto homens, mulheres, filhas filhos, irmãs, duro ar. Cedia corpo, palato, orientação, empurrando o fastio da boca num impérvio caminho de ganchos nefastos rente ao glorificado chão. Que desfaçatez dizê-lo no êxodo à indústria cereal de solo nosso durante fermentação biológica, aguada superlativa higiene nos afectos. A verdade é que o meu corpo reagiu. Malignamente. Sempre. A microorganismos atirados para...
pegada digital transitória: fragmentos de escritos mais extensos [já publicados e no prelo], e breves comentários a textos com vozes ecoantes, seminais, inexplicabilis... Soraia Simões de Andrade