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Fragmentos

 O Imenso Comércio do Nada XVII A ironia dos espelhos gastos Nos nossos caminhos artísticos encontramos três tempos complementares:  o tempo da ambiguidade, o tempo da metáfora das identidades, o tempo dos renovados discursos. Na música as palavras criam fobias, representações reais-ficcionais, despertam fantasmas, espoletam teorias falseadas.  No universo da canção literária de protesto mais mediático o extra-quotidiano, o extra-ordinário, o contrário das expectativas.      A criação artística está subordinada a uma coacção estrutural do universo jornalístico, e no domínio jornalístico reina, tal como no artístico, a incerteza e a precariedade; muitos críticos não são pagos, muitos cronistas de opinião são procurados nas universidades a custo zero em troca de visibilidade e angariação de capital cultural ou poder simbólico; a figura do jornalista crítico experiente e sénior é substituída lentamente pela do jornalista precário e do investigador não pago...