lares fugidios fragmentos#1 Cumpre-me agora dizer que espécie de observadora tenho sido, não importa o nome persa de baptismo, nem outros detalhes que me digam respeito, é acerca do que observo, do carácter da minha observação, que se impõe descrever qualquer coisa. Afirmo sem pruridos a minha crença na humanidade por crer na mobilidade de tudo, só a morte é inamovível; acredito que tudo é inseguro, desconhecido; ódio, amor, domínio e dominação; a sensação de inacabamento e superação coincidem, coexistem. Em terra, quando as ondas são maiores, ou os tamancos serôdios no ciberespaço balançam com maior agitação e as bocas espumam, hiberno. Passei por Coimbra, Londres, Amesterdão, Lisboa. É sobre Lisboa que gostava aqui de falar: é uma aldeia de pategos que se vê permanentemente reflectida nos rostos e nas terras dos outros. Desde que qualquer coirão mal-pago metaforiza é a opinião lingueirão de canudo, dá para nada, dá-nos de tudo. Lisboa criou uma civilização de cretinos, o r...
pegada digital transitória: fragmentos de escritos mais extensos [já publicados e no prelo], e breves comentários a textos com vozes ecoantes, seminais, inexplicabilis... Soraia Simões de Andrade