A roupa reciclada é a vida da morte, existência daquilo, daqueles, que mortos já não poluem. Os trapos a casa de todas as opressões. Os farrapos que da bílis fizeram uma especialidade. A dianteira sob matéria incorpórea no mundo. Ignorados por intelectuais, amados por espelhos velhos que nos miram além de nós. Por isso, vos digo, não crer na ecologia do mundo enquanto existir um açougue pedrado a zurzir o submundo. Bienal de Veneza 2022
pegada digital transitória: fragmentos de escritos mais extensos [já publicados e no prelo], e breves comentários a textos com vozes ecoantes, seminais, inexplicabilis... Soraia Simões de Andrade