Q ue mundo este! As imagens desencarnadas são as mais fugazes. Revolta polir as pedras dos rins sem uma lima onde elas se podiam desfazer; no copo fundo onde mergulhas esse fragmento obsessivo de gelo. Retira da boca as palhas duplas que mordeste e não deixes de procurar, não um nexo mas um atalho onde as meter. Não mastigues com tanta pressa pois há fome nesse corpo e mais ainda no mundo que desconheces, e cada uma deve saber o que fazer à proteína do tempo que, afinal, será sempre um outro menos informado e especial. Quantos séculos demorou, para, aqui chegada, tarde ou não é o que menos revela, pois as viagens têm sido túrbidas e crescentes, voltarmos ao mesmo modo espiralar! Quando a tua amante ditadora envelheceu passou a afixar por todo o lado que quando olhássemos para trás a ouviríamos. Já percorremos todos os álbuns e ainda não a escutámos, vislumbrámos, nada! Ou nada do que já não tivéssemos experimentado com as nossas curiosas orelhas, tão grandes… Mas por...
pegada digital transitória: fragmentos de escritos mais extensos [já publicados e no prelo], e breves comentários a textos com vozes ecoantes, seminais, inexplicabilis... Soraia Simões de Andrade