Que mundo este! As imagens desencarnadas são as mais fugazes. Revolta polir as pedras dos rins sem uma lima onde elas se podiam desfazer; no copo fundo onde mergulhas esse fragmento obsessivo de gelo.
Retira da boca as palhas duplas que mordeste e não deixes de procurar, não um nexo mas um atalho onde as meter.
Não mastigues com tanta pressa pois há fome nesse corpo e mais ainda no mundo que desconheces, e cada uma deve saber o que fazer à proteína do tempo que, afinal, será sempre um outro menos informado e especial.
Quantos séculos demorou, para, aqui chegada, tarde ou não é o que menos revela, pois as viagens têm sido túrbidas e crescentes, voltarmos ao mesmo modo espiralar!
Quando a tua amante ditadora envelheceu passou a afixar por todo o lado que quando olhássemos para trás a ouviríamos. Já percorremos todos os álbuns e ainda não a escutámos, vislumbrámos, nada! Ou nada do que já não tivéssemos experimentado com as nossas curiosas orelhas, tão grandes…
Mas porque hás-de falar do presente das coisas passadas? Há tanto por descobrir.
A bem dizer aquilo das imagens desencarnadas era uma fractura entre ti e ela. Todos os nossos truques para retomar a capa desse álbum eram os de quem recupera o tegumento ameaçado pela falta de hidratação. Ambos visavam a verdade da história desde que ela não fosse imediata. E perdemos muitas vezes os fluidos, a água no corpo, de tanto a procurar. Cada viagem, cada caminhada, procura saber mais, um saber que medeie a relação com a verdade. Mas, enquanto saber, ela não era nem discursiva nem reflexo de uma só composição visual.
Foi por isso que as nossas amigas se mudaram para a cidade onde todo o ferro forjado do século XX era depositado. As relações também têm sido isso, ferro forjado. No entanto, receber outras viajantes era a tua principal vocação, foram elas que mudaram a forma de te relacionares com a verdade. Se já não é assim, conta como será.
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