Avançar para o conteúdo principal

Fragmentos

Entre ensaios, contos, manifestos, textos incategorizáveis, acaba de sair mais uma leva, desta vez do 19 ao 24, de Cadernos AH! na plataforma Mural Sonoro. Para aceder aos textos basta clicar em cada uma das capas.

A saber:
Caderno AH! #19 Duas Notas sobre o Fim do Mundo de Hans Magnus Enzensberger traduzido pelo Fernando Ramalho
Caderno AH! #20 Imaginação e Mudança. Textos de Robin D. G. Kelley e Octavia Butler, seleccionados e traduzidos por Ana Guimil e revisto por mim
Caderno AH! #21 14 Teses sobre a Comuna de Guy Debord, Attila Kotányi e Raoul Vaneigem traduzido pelo Fernando Ramalho
Caderno AH! #22 Medidas de prevenção contra a queda de meteoritos de grandes dimensões por João Diogo Zagalo por mim revisto
Caderno AH! #23 Sobre Romances Históricos e Anacronismos por Margarida Rendeiro revisto por mim
Caderno AH! #24 Humanismo Criminoso Grupo Surrealista de Paris traduzido por Fernando Ramalho











Comentários

Mensagens populares deste blogue

Fragmentos

  Já anda por aí o número 4 do Cavalo Velho. Uma edição da VS Editor com a direcção de Diogo Paiva e João Bicker. Fica aqui uma imagem com o meu contributo, um pequeno ensaio meio free-jazz onde a intérprete Elizeth Cardoso, a dama que celebrizou "Barracão" [de Zinco ], o escritor e as escritoras Aimé Césaire, bell hooks, e Marguerite Yourcenar dialogam com o repertório da escritora-catadora de cartão e de sonhos Carolina Maria de Jesus.

Fragmentos

EP 6 -  Da morte ontológica da arte ao Karaoke Bar nos escombros #6 Para ouvir podem subscrever o Intempérie no SoundCloud ou no Spotify . A “morte da arte” não implica que os ditos “artistas” venham a cessar a sua actividade industrial, essa produção de insólitas mercadorias para decoração dos apartamentos vazios e alvíssimos de Manhattan, e dos salões também brancos das galerias, ou performances e eventos para animar a black box do centro cultural da esquina. Todavia, a arte perdeu o seu lugar de privilégio: pouco revela sobre a verdade (Hegel), não orienta as alminhas deste purgatório para o além ideal (Platão), já não progride segundo narrativa temporal provida de τέλος (Danto) e deixou de conseguir ser ponto de fuga ao mercado, à alienação e ao circuito controlado e totalitário das imagens (Baudrillard). Tentaremos aqui também esboçar os prolegómenos a toda a ilusão contemporânea e futura: a fé supersticiosa de que ainda podemos ser “artistas”, quando a realidade é apenas de...

Fragmentos

Excerto PT ~ Antes da viagem transformei a antiga bobine de cabos industriais em mesa que logo suportou velhos periódicos. Ia de novo a Berlim. Encarava aqueles pedaços de papel não como arquivo, mas como matéria de investigação subjectiva em ligação crescente à cidade. Diferente dos antigos apparatchik do aparelho político, que organizam a opressão com a paciência burocrática dos mesquinhos, a montagem desses fragmentos conservava as estirpes efémeras, que o tempo procurou apagar. Eles dialogavam com os de hoje, como se os do presente nada pudessem ser sem a sua existência. As releituras ganhavam novas sinuosidades, mais evasivas, cada vez que, à noite, nos dormitórios femininos onde descansava, contava a outras viajantes a minha obsessão com esta cidade. Falava dela como se fosse entidade ética, onde a história nunca deixa entorpecer a vigilância. Os dormitórios em Berlim são o último sopro comunitário do nómada. Nunca fico em hotéis, os hotéis são para quem possui identidade fixa, s...