A eclosão da primeira grande guerra encorajou reacções em cadeia, e foi a essas reacções que ficámos presos desde então, porque ninguém teve grande capacidade ou vontade de as largar. Deve ser por isso que uns certos e umas certas demissionários partidários têm insistido tanto na terceira guerra mundial; procurando esquecer que as duas guerras mais sangrentas da História foram seguidas de migrações, gente que nem podia ser assimilada nem era bem-vinda, quando deixava a sua terra continuava sem terra, quando deixou de ter direitos ficou sem direitos, quando deixou de ter pátria era apátrida. Às vezes é preciso criar uma mnemónica como quando éramos imberbes e os saberes humanistas mais básicos eram colados no dia anterior de um teste de avaliação sumativa. Ou isso ou o silêncio do lado de lá do espelho.
EP 4 - Política da Arte em vez de Arte política: outro dos aspectos da morte da arte Para ouvir podem subscrever o Intempérie no SoundCloud ou no Spotify Inspirados pela “Carta a D’Alembert sobre os espectáculos” de Rousseau, tentamos explorar outro vector da morte da Arte, a sua instrumentalização enquanto parte da política de entretenimento que nos quer passivos a salivar perante o espectáculo da liberdade, da democracia e da suposta abundância. Método ancestral de nos reduzir à função de focas amestradas que batem palmas ou assinam em cruz um cheque em branco às elites políticas. Conversas anartísticas e profundamente comprometidas com os estados dos espíritos ou Um espaço de crítica livre sobre os infortúnios da história cultural e das artes com Elagabal Aurelius Keiser e Soraia Simões de Andrade com indicativo sonoro de Xana (Imagem do podcast sob Agathos Daimon, pintura de Elagabal Aurelius Keiser). Para quem nos quiser continuar a enviar eventuais perguntas, comentários ou suge...

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