Falta ignição ao mundo dos sentidos, uma percepção das sombras e dos movimentos lânguidos. Quando os corpos deixam de se emocionar com a convivência, o mundano, talvez estejam já a guardar o melhor de si para outro mundo, pelo menos os que acreditam; para os que não acreditam em nada o remédio é deixar-se morrer todos os dias um pouco ao pensar que vão desaparecer, cerzir o tédio e disfarçar a dúvida é para almas fracas, as que não sabem o que fazer ao tempo...
EP 4 - Política da Arte em vez de Arte política: outro dos aspectos da morte da arte Para ouvir podem subscrever o Intempérie no SoundCloud ou no Spotify Inspirados pela “Carta a D’Alembert sobre os espectáculos” de Rousseau, tentamos explorar outro vector da morte da Arte, a sua instrumentalização enquanto parte da política de entretenimento que nos quer passivos a salivar perante o espectáculo da liberdade, da democracia e da suposta abundância. Método ancestral de nos reduzir à função de focas amestradas que batem palmas ou assinam em cruz um cheque em branco às elites políticas. Conversas anartísticas e profundamente comprometidas com os estados dos espíritos ou Um espaço de crítica livre sobre os infortúnios da história cultural e das artes com Elagabal Aurelius Keiser e Soraia Simões de Andrade com indicativo sonoro de Xana (Imagem do podcast sob Agathos Daimon, pintura de Elagabal Aurelius Keiser). Para quem nos quiser continuar a enviar eventuais perguntas, comentários ou suge...

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