Avançar para o conteúdo principal

Fragmentos

 _____
[regressANDO]

Isto só lá vai com uma boa paródia aos paladinos do formalismo nas suas formas contemporâneas pouco avançadas que é onde encontramos o maior encobrimento social-darwinista.
Sem esperança, sem futuro. Para os velhos-novos paladinos, os EUA terão sempre inúmeras vantagens em relação à Europa: têm mais acção, mais espetacularização, mais reallity, mais freak show, mais tudo.
E, depois, o entendimento do mundo, tão enriquecedor quando vivido por autodidactas, tende a ser arruinado por "especialistas" transformados nestas e noutras redes, como as universidades neoliberais, em "sábios" bem preparados para construir muros opinativos fechando, assim, a entrada no mundo a quem for uma potencial força destruidora desse espectáculo, e uma possível agregadora de pontes com visões distantes.

À medida que o analfabetismo qualificado aumentar vão diminuir os sábios autodidactas, sendo substituídos por domínios culturais espectaculares (média, crítica, conceptualidades) cheios de convicção.

Continuarão a dar imenso jeito, a mim, para a paródia.

Cada vez que as redes accionam o censor-bloqueio, lembro que há coisas que as pessoas deviam aprender antes de nos mostrar que sabem ler e escrever, como seja esta: descer do altar onde fabricam bolhas para serem aceites, praticando talvez a meditação.
_____


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Fragmentos

EP 4 - Política da Arte em vez de Arte política: outro dos aspectos da morte da arte Para ouvir podem subscrever o Intempérie no SoundCloud ou no Spotify Inspirados pela “Carta a D’Alembert sobre os espectáculos” de Rousseau, tentamos explorar outro vector da morte da Arte, a sua instrumentalização enquanto parte da política de entretenimento que nos quer passivos a salivar perante o espectáculo da liberdade, da democracia e da suposta abundância. Método ancestral de nos reduzir à função de focas amestradas que batem palmas ou assinam em cruz um cheque em branco às elites políticas. Conversas anartísticas e profundamente comprometidas com os estados dos espíritos ou Um espaço de crítica livre sobre os infortúnios da história cultural e das artes com Elagabal Aurelius Keiser e Soraia Simões de Andrade com indicativo sonoro de Xana (Imagem do podcast sob Agathos Daimon, pintura de Elagabal Aurelius Keiser). Para quem nos quiser continuar a enviar eventuais perguntas, comentários ou suge...

Fragmentos

Avançava e chicoteava o vento só com a planta de um pé, era, portanto, a antitipa de todas as atletas amadoras mas punha a maior ênfase em tudo o que fazia... Lisboa - Berlim, 2025 Por falar de Cinematecas interessantes, e filmes com acompanhamento musical, em Berlim E de um Teatro com História (por onde, entre tantos outros, passaram H- Muller e B Brecht que terá brevemente como curadora a coreógrafa-bailarina luso-caboverdeana Marlene Monteiro Freitas Outras alturas em Berlim Lagoa do Fogo, 2016 A modela nesta passagem quase desaparecia com borracha pelicano. Tinha atrás do caderno onde colou esta uma prosa curta que, apagada, se iria, de qualquer maneira, revelar na textura do que escreveu. Só que a experiência era dada numa frase insegura, não fazia jus à fulgurante lagoa e, por isso, permaneceu inacabada, as suas intenções reuniram-se pouco a pouco numa das culturas a que se ligou noutra viagem com a qual hoje se projecta no sítio que iria dominá-la; não fosse ela capaz de o s...

Fragmentos

  Já anda por aí o número 4 do Cavalo Velho. Uma edição da VS Editor com a direcção de Diogo Paiva e João Bicker. Fica aqui uma imagem com o meu contributo, um pequeno ensaio meio free-jazz onde a intérprete Elizeth Cardoso, a dama que celebrizou "Barracão" [de Zinco ], o escritor e as escritoras Aimé Césaire, bell hooks, e Marguerite Yourcenar dialogam com o repertório da escritora-catadora de cartão e de sonhos Carolina Maria de Jesus.