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Fragmentos

EP 6 - Da morte ontológica da arte ao Karaoke Bar nos escombros
#6


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A “morte da arte” não implica que os ditos “artistas” venham a cessar a sua actividade industrial, essa produção de insólitas mercadorias para decoração dos apartamentos vazios e alvíssimos de Manhattan, e dos salões também brancos das galerias, ou performances e eventos para animar a black box do centro cultural da esquina. Todavia, a arte perdeu o seu lugar de privilégio: pouco revela sobre a verdade (Hegel), não orienta as alminhas deste purgatório para o além ideal (Platão), já não progride segundo narrativa temporal provida de τέλος (Danto) e deixou de conseguir ser ponto de fuga ao mercado, à alienação e ao circuito controlado e totalitário das imagens (Baudrillard). Tentaremos aqui também esboçar os prolegómenos a toda a ilusão contemporânea e futura: a fé supersticiosa de que ainda podemos ser “artistas”, quando a realidade é apenas de gestão burocrática das visibilidades e dos regimes de escuta.

Bibliografia
Hegel - Lições sobre a Estética 
Adorno - Teoria Estética
Arthur C. Danto - Depois da morte da arte
Jean Baudrillard - A Conspiração da Arte
Foucault - A Hermenêutica do Sujeito
Boris Groys - O poder da Arte
Rosi Braidotti - O conhecimento Pós-humano
Yuk Hui - Sobre a existência de objectos digitais
Jerrold Levinson - Reagir com emoção à arte

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