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Fragmentos

 EPISÓDIO 4 - POPOL BUG Salvar as Estruturas Humanas Aqui:  https://soundcloud.com/popolbug/popol-bug-4-full Conversas anartísticas sem guião pontuadas por histórias e músicas entre dois autores melómanos; às quais se juntam, algumas vezes, outros autores melómanos indiferentemente da disciplina artística em que laboram. Numa altura em que o humano se vai perdendo vagarosamente, ‘mas não é a cor que desmaia’ como escreveu Osvaldo Alcântara, pseudónimo poético de Baltazar Lopes da Silva; as cicatrizes da vida, o deboche e as religiosidades, as histórias do esclavagismo, da febre amarela, e das doenças venéreas estão neste episódio lado-a-lado com um corpo musical de raízes densas em crioulo, tão fortes que se afirma hoje parecendo ter um futuro auspicioso tendo em consideração o número de ouvintes; daí passamos para a Grande Depressão económica norte-americana e a prodigiosa Memphis Minnie que emerge como se de uma ‘pandemia ianque’, o rock’n’roll, se tratasse na União Soviétic...

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Outro Estado da Consciência O terceiro episódio do Popol Bug  já pode ser escutado. Saibam que podem subscrever-nos no  Soundcloud , sem nenhum custo associado. Conversas anartísticas sem guião entre autores melómanos. Habitualmente com Bruno Peixe Dias e comigo; desta vez o nosso micro plenário sonoro foi gravado no dia de eleições em Portugal  a partir de três cidades: Bruxelas-Lisboa-Berlim, e contou com uma terceira voz, a de Elagabal Aurelius Keiser, nome de guerra.  Alguns reconhecê-lo-ão pelos desenhos para capas de livros e cadernos (ou entre páginas), como os de António Barahona, de Sandra Andrade*, ou meus. Mas, isso é uma ínfima parte daquilo em que se tem envolvido; Keiser é também autor de um livro de desenhos,  Mistérios da Castração de Urano** , publicado pela Douda Correria há sete anos.  No prelo está um segundo livro de desenhos do autor na colecção ثريا dos Cadernos AH! em papel***; será, coincidentemente, o segundo desta compilação de se...

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Perverter tradições: Masculino-Feminino, Erotismo-Poder, Máquinas-Humano O  segundo episódio do Popol Bu g ,  podcast que tenho com o Bruno Peixe Dias, já pode ser escutado   aqui com Bruno Peixe Dias e Soraia Simões de Andrade (Bruxelas-Lisboa) Conversas anartísticas sem guião pontuadas por histórias e músicas entre dois autores melómanos; às quais se juntam, algumas vezes, outros autores melómanos indiferentemente da disciplina artística em que laboram. Voltámos a perambular pelas  estantes de discos e livros, harmonizando — entre intervalos, mistérios, realidade, biografias pessoais e fantasia —, a mesma perversão de códigos do primeiro programa, quer no que diz respeito à notação musical como a elementos linguísticos e sonoros. Os corpos trazidos à luz neste segundo episódio são de mulheres: autoras, compositoras e performers que desafiaram tradições penosas e lampejos de uma língua presa às bíblias e demais determinismos de fonte comum. Autoras que subverteram ...

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Fala-nos de uma generosidade desesperada. Fala-nos de uma qualidade ou de um drama textualmente inexistentes com tamanha convicção que até um fascista sem talento passará por entendido, expert , humanista ou cátedra. Desmembra a linguagem, como orientou Baudrillard, incrementa a desorientação. Os objectos missionários acabaram, a antinomia foi apagada nas aderências recíprocas do engano, da originalidade, genialidade, e da aparência. A lógica realista da construção deu cabo disso tudo. Água ardente  Aguardente Cachaça Água pé Cheirinho Jeropiga depois também existe toda uma elite que nem intelectual chega a ser, provinciana, ela própria tirânica, que vive na sua bolha, ignorando taticamente o país em que vive; retirando dele os ingredientes principais de que faz uso para ser aplaudida [ vídeo ]

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Diz que é uma rubrica digital, uma conversa ao correr das músicas, sem guião, minha e do Bruno Peixe Dias, com edição do músico Paulo Lourenço.  Podem ouvir o primeiro episódio experimental  aqui .  Produção Mural Sonoro Conversas anartísticas sem guião pontuadas por histórias e músicas entre dois autores melómanos; às quais se juntam, algumas vezes, outros autores melómanos indiferentemente da disciplina artística em que laboram. Não existe diferença sem mimese, nem nada que não o seja: diferente. É de letras e poemas musicados, de músicas sem os vocábulos do léxico, de sonidos ou vocalizações, das mais veladas às mais guturais, de editoras e de streaming , de canções — em locais emparedados e sem paredes —  dialogistas em experiências distintas, ora como participantes delas ora como ouvintes remotos de matrizes sonoras maternais, e, por isso, não menos indisputáveis nos nossos percursos, que falamos — tentaremos pouco, que estamos cansados de nos ouvir –  a pr...

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 O Imenso Comércio do Nada XV Nenhuma exterioridade é sagrada...                                                                   Berlim, 2023 Le temps, c'est de l'éternité pliée (Cocteau)      Fica tudo dentro de nós, começa e acaba connosco, não interessa como, ou quanto tempo, se caminha por um empedrado, melhor é crescer como árvore frondosa, elevando-se como elevada é a coragem – das mais sérias faculdades humanas, como é a memória, a ausência de pudor, o não nos levarmos a sério, que é a coisa mais séria, versava João Pedro Grabato Dias.      A coragem não  releva imprudência, mas atiça déspotas e a inconsequência dos seus actos, aquilo a que Ernst Jünger chamou 'temeridade'. Ter coragem é, desde logo, fazer questão de pintar com...

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O Imenso Comércio do Nada XIV alfabetos tumultuários desenho: Elagabal Aurelius Keiser  em Mistérios da Castração de Urano  Douda Correria edição Lembrava Jünger em O Passo da Floresta que nas ditaduras a ilusão da liberdade está sempre garantida. Assim, para mantê-las seria fundamental mostrar que não se extinguira a liberdade para dizer não, continuar a apresentar provas de como se apoiaram no 'povo marginal', dir-se-ia noutra altura 'nas massas'; uma maioria isenta de um corpo distinguível e privado da própria voz, uma massa corpórea corroboradora de uns lorpas que, muito embora tenham ascendido culturalmente às mesmas sociedades mercantis pela subordinação, dando-nos a degustar a sobremesa de sementes de chia da abnegação, andavam muito empenhados a matraquear o seu delírio com detalhes impressivos das suas 'boas práticas' fora desse esquema soci etal entorpecedor. Para manter as ditaduras fora ainda imprescindível mostrar como uma aceitação do seu programa ...